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SUPERAC • Referência em Análise do Comportamento
Coragem para abraçar o medo
Coragem para abraçar o medo
Me. Priscila Rolim 
CRP: 06/85737
priscila.rolim@ymail.com

Descendo a serra, enquanto lia o livro ‘Sublime Vazio’ do Osho, senti-me leve e feliz. Então, de repente, senti certa repressão, como se alguém estivesse sequestrando meus pensamentos e sentimentos.
Na verdade, o que estava ocorrendo era um processo de esquiva experiencial. Naquele momento da minha vida, eu estava me tornando mais íntima de uma pessoa que havia se tornado importante para mim, e meu corpo enviava alertas de ‘perigo’, como se algo ruim estivesse prestes a acontecer.
Quem nunca se decepcionou em relações, se entristeceu ou se machucou? Nós experimentamos ansiedade como um sinal de perigo iminente,  porém a ansiedade não é perigosa em si. É o nosso corpo reagindo a algo no presente, como se fosse algo do passado que experimentamos como perigoso ou aversivo.
A ansiedade é uma espécie de medo. O medo é uma reação a um objeto que nos ameaça. No entanto, durante um estado ansioso, a pessoa não é confrontada com um objeto ameaçador real. Assim, nós diríamos que o alguém estava “com medo de que ocorresse outra decepção”,  mesmo que uma decepção seja incerta, mas isso é diferente de estar “com medo de me envolver” porque outra decepção é iminente.
Todos nós trazemos medo e inseguranças para dentro dos nossos relacionamentos. Nós muitas vezes permanecemos ignorantes dos nossos medos, empurramos nossos medos, negamos,  porque acreditamos que ter  medo seja errado, um sinal de fraqueza.
Entretanto, o primeiro passo para superarmos os nossos medos é estarmos dispostos a encará-los. Deixar de enfrentar nossos medos, se esquivando da dor e de experiências desagradáveis, limita-nos, e impede o nosso aprendizado, assim como a expansão da consciência. Abrir-se para a dor e o medo é a única maneira que nós temos para aprender o que eles têm para nos ensinar.
Não deixe que experiências desagradáveis de curto prazo fiquem no caminho, e na busca do seu objetivo a longo prazo. “Sermos donos da nossa história pode ser duro, mas nunca tão difícil quanto passarmos a nossa vida a fugir dela. Abraçar as nossas vulnerabilidades é arriscado, mas não tão perigoso quanto desistir do amor, do pertencimento e da alegria – as experiências que nos tornam mais vulneráveis.  Só quando somos suficientemente corajosos para explorar a nossa escuridão, descobrimos o poder infinito da nossa luz.” (Brené Brown, in A Coragem de Ser Imperfeito).
Esse é um texto informativo e não tem o objetivo de esgotar o assunto ou substituir consulta por um profissional especializado. Caso você se identifique com o texto, sugiro procurar a ajuda de um profissional que tenha conhecimentos teóricos e experiência prática na área.
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